quinta-feira, 19 de maio de 2011

Reunião com a direção do HSJ sobre o destino da gestão do HMISC


São José alega que diminuição do repasse não foi acordado e Câmara tenta intermediar manutenção da gestão
Nesta quarta-feira durante quase duas horas vereadores da Câmara de Criciúma, Administração e Conselheiros do Hospital São José estiveram reunidos discutindo a gestão do Hospital Infantil Santa Catarina. Dúvidas foram tiradas, pontos considerados nebulosos esclarecidos e tratativas direcionadas na tentativa de manter o Hospital São José como gestor do HISC. Entre os questionamentos feitos pelos parlamentares, foram prestados esclarecimentos pela administração, sobre o fato de não ter havido acordo para redução do repasse do Executivo de R$ 660 mil para R$ 400 mil; a falta de pagamento integral da produção realizada; e, a não conclusão dos serviços para colocar em funcionamento neste mês, o setor de internação pediátrica. Perguntados sobre o interesse em continuar gerindo o hospital infantil a Administração do HSJ se manteve cautelosa, afirmando que apesar do prazo de entrega da gestão estar se encerrando não foi procurada, garantindo que, na hipótese do contrato ser integralmente cumprido, poderá voltar atrás na decisão. Amanhã os vereadores terão encontro com o Secretário de Saúde do município Silvio Ávila.

Durante a conversa a Irmã Cecília Martinello discorreu sobre as cláusulas econômicas e contratuais quebradas. “Na audiência sobre saúde na Unesc ouvi duas inverdades e uma delas foi que houve um acordo para reduzir o repasse em R$ 400 mil”, argumentou. O advogado Paulo Henrique Góes, membro do conselho diretivo do hospital, relembrou todo o processo, desde 1997, da longa trajetória do Santa Catarina. “Em 1997 fizeram uma opção política de transformar o local em um hospital materno-infantil. Esse foi um erro histórico. Em 14 anos são mais de 20 milhões em investimentos. Com o convite para gerir o Santa Catarina fomos convidados a um desafio. Aquilo na realidade não é um hospital, foi imposta uma estrutura de UTI em um local, por quem não conhecia. No entanto acredito que faça parte da vocação das irmãs o desafio de corrigir a história”, discorreu.

Posteriormente Paulo falou do drama de conviver com a inadimplência por parte da prefeitura. “Convivemos com a preocupação de chegar o dia 5 e não ter dinheiro para pagar os funcionários, além do problema da falta de cumprimento das etapas do contrato. O que era um desafio acabou virando um caldeirão de problemas”, desabafou falando que o Hospital São José não quer reprisar em sua história a falta de dinheiro inclusive para pagamento de fornecedores.

Irmã Cecília destacou o começo difícil por falta de balancete, os serviços colocados à disposição e da falta de dinheiro para poder investir na estrutura. “Estávamos nos organizando. Quando entramos não havia nenhum balancete porque a Administração municipal alegou que tudo entrava nos gastos da saúde. Quando surgiu uma pequena reserva e poderíamos investir no hospital foi alegado que por ser um convênio tinha que ter zero de caixa, mas não é assim que funciona um hospital”, ponderou.

Questionados pelos vereadores Gelvânio Búrigo (PP) e Douglas Mattos (PC do B) sobre o interesse em continuar à frente do hospital Infantil, irmã Cecília garantiu que a direção do hospital nunca esteve fechada ao diálogo, disse que desde a notificação para um novo administrador fazer a substituição, o hospital nunca foi procurado e até hoje não possui nem o nome, apesar do prazo estar sendo finalizado. Já o advogado Paulo Henrique destacou que para manutenção da gestão terá que tomar cautelas jurídicas. Vereadora Romanna Remor (DEM), Vanderlei Zilli (PC do B) e Camisa (PT) frisaram a intenção de que a gestão do HISC continue nas mãos do São José e afirmaram, junto aos demais colegas, da intenção de sentar com representantes da prefeitura para garantir o repasse integral do valor acordado, que sejam pagos os serviços prestados em sua integralidade e da busca junto ao Estado para a implementação dos demais serviços com aporte financeiro para seu funcionamento, já que entendem trata-se de um hospital regional. Os Vereadores Tati Teixeira (PSDB) e João Fabris (PMDB) ainda citaram a reunião onde funcionários do HISC elogiaram a administração e condução dos trabalhos desde que o novo gestor assumiu o local e o excelente corpo clínico da instituição.

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